Estime quanto a sua empresa gasta por ano em trabalho manual repetitivo e quanto disso a automação consegue devolver. Sem cadastro, sem e-mail: o número aparece na tela.
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A calculadora resolve uma multiplicação simples e deliberadamente conservadora. Ela parte do custo da hora de quem executa o processo, multiplica pelas horas gastas por semana em tarefas repetitivas, estende para o ano e aplica o percentual que a automação consegue eliminar.
| Campo | O que significa | Como preencher |
|---|---|---|
| Pessoas envolvidas | Quantas pessoas tocam o processo manualmente, não o total da empresa. | Conte só quem digita, confere ou transfere dado entre sistemas. |
| Horas por semana | Horas que cada uma gasta na parte repetitiva, por semana. | Pergunte a quem faz. O chute do gestor costuma ser metade do real. |
| Salário médio | Base para o custo da hora. | Use o salário bruto. Encargos entram na leitura do resultado, mais abaixo. |
| Automação esperada | Quanto do trabalho some de fato. | Entre 50% e 70% é o intervalo honesto para a maioria dos processos. |
Processo automatizado continua pedindo gente em três momentos: a exceção que a regra não previu, a aprovação que alguém precisa dar, e o erro de origem — nota com dado errado, cadastro incompleto, arquivo fora do padrão. Por isso a ferramenta abre em 60%: é o que costuma sobrar depois que a poeira baixa. Se o seu processo é muito padronizado, 70% a 80% é realista. Se ele vive de exceção, fique nos 40%.
O resultado é custo de hora de trabalho evitado. Nada além disso. É o ganho mais fácil de defender numa reunião porque qualquer pessoa consegue conferir a conta.
O que fica de fora e normalmente é maior:
E o que precisa entrar do outro lado da conta: o custo das licenças da Power Platform, o desenvolvimento, e a sustentação mensal depois do go-live. Em processo com volume relevante, o payback costuma ficar abaixo de um ano — mas isso depende dos gatilhos de licenciamento do seu caso, principalmente conector premium, Dataverse e RPA desassistido.
Um erro comum é levar o resultado como promessa. Ele não é. É um ponto de partida para a conversa, e funciona melhor apresentado assim:
No diagnóstico a gente mede o processo real, levanta os gatilhos de licenciamento e devolve o número com as premissas abertas — inclusive quando a conclusão é que não vale a pena automatizar.
Agendar diagnósticoNão. Ela calcula apenas o custo de trabalho manual evitado. O custo de licenças, desenvolvimento e sustentação precisa ser subtraído desse valor para chegar ao retorno líquido, e depende de quais conectores e qual repositório de dados o seu caso exige.
Entre 50% e 70% para a maioria dos processos administrativos. Abaixo de 40% para processos com muita exceção, e acima de 70% apenas quando a regra é rígida e o dado de entrada é padronizado.
A conta funciona em qualquer escala, mas processos com menos de 5 horas semanais somadas raramente justificam um projeto. Nesses casos costuma valer mais arrumar o processo do que automatizá-lo.
Use o salário bruto no campo. Se quiser o custo total para a empresa, multiplique o resultado por 1,7 a 2,0 conforme o seu regime — o encargo acompanha a hora economizada.
Depende do escopo e de quanto o dado já está organizado. O diagnóstico devolve prazo e investimento junto com a conta de retorno, antes de qualquer compromisso.