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Preços do Microsoft Power Platform no Brasil em 2026
Em setembro de 2026, os preços oficiais da Microsoft no Brasil são: Power Apps Premium R$ 114,50 por usuário/mês, Power Automate Premium R$ 85,90 por usuário/mês, Power Automate Process R$ 858,90 por bot/mês e Copilot Studio R$ 1.145,10 por pacote de 25.000 créditos/mês — todos com cobrança anual e sem impostos.
O Power BI e boa parte dos fluxos simples podem rodar sem nenhuma dessas licenças. A conta só sobe quando entram conectores premium, Dataverse ou RPA desassistido — e a maioria das empresas descobre isso tarde.
Esta página existe porque a mesma pergunta chega toda semana: quanto vou pagar de licença para rodar isso? A resposta honesta é que depende de três decisões técnicas, e não do número de usuários. Abaixo estão os valores oficiais conferidos direto nas páginas da Microsoft Brasil, e depois a parte que ninguém escreve: quando você realmente precisa pagar.
Tabela de preços — Microsoft Power Platform no Brasil
| Produto | Preço (BRL) | Unidade | O que libera |
|---|---|---|---|
| Power Apps Premium | R$ 114,50 | usuário/mês | Apps e Power Pages ilimitados, conectores premium, 250 MB de Dataverse |
| Power Apps Premium (Enterprise) | R$ 68,70 | usuário/mês | Mesmo escopo, mínimo de 2.000 licenças, via time comercial Microsoft |
| Power Apps Developer Plan | Gratuito | por pessoa | Três ambientes de desenvolvimento, 2 GB de Dataverse. Não serve para produção |
| Power Automate Premium | R$ 85,90 | usuário/mês | Fluxos de nuvem, RPA assistido (desktop flows) e process mining |
| Power Automate Process | R$ 858,90 | bot/mês | RPA desassistido — robô rodando sozinho, sem pessoa na máquina |
| Power Automate Hosted Process | R$ 1.231,00 | bot/mês | Mesmo que acima, com a máquina virtual gerenciada pela Microsoft no Azure |
| Copilot Studio | R$ 1.145,10 | 25.000 créditos/mês | Agentes de IA. Também disponível em pay-as-you-go a US$ 0,01/crédito |
| Dataverse (capacidade extra) | R$ 229,00 | GB/mês | Banco de dados adicional além do incluído nas licenças |
Valores oficiais Microsoft Brasil com cobrança anual, sem impostos, conferidos em 9 de setembro de 2026. Fontes: preços Power Apps e preços Power Automate. A Microsoft reajusta esses valores periodicamente — confirme na fonte antes de fechar contrato.
Quando você NÃO precisa pagar
Esta é a parte que economiza dinheiro de verdade. Uma boa parte do que as empresas constroem em Power Platform roda com o que já está incluído no Microsoft 365, sem licença adicional nenhuma:
- Fluxos entre apps do próprio Microsoft 365 — SharePoint, Outlook, Teams, OneDrive, Excel, Forms, Planner. Isso é conector padrão e já vem incluso.
- Aplicativos de tela sobre listas do SharePoint — desde que não usem Dataverse nem conector premium.
- Power BI em capacidade compartilhada — relatório publicado e consumido por quem tem licença Pro, que muitas empresas já possuem em pacote.
- Aprovações — o conector de aprovação é padrão.
E quando você passa a precisar
A cobrança é disparada por gatilho técnico, não por porte de empresa. Basta um destes três aparecer no desenho da solução:
| Gatilho | Exemplo prático | Licença que passa a ser exigida |
|---|---|---|
| Conector premium | SQL Server, Salesforce, SAP, HTTP, conector customizado, Azure | Power Apps Premium ou Power Automate Premium |
| Dataverse | App com modelo de dados próprio, regras de negócio e segurança por linha | Power Apps Premium (+ capacidade, se passar de 250 MB) |
| RPA desassistido | Robô que abre um sistema legado de madrugada, sem ninguém logado | Power Automate Process (por bot) |
A conta que mais surpreende não é a licença cara — é a licença certa descoberta tarde. Trocar um conector HTTP por uma abordagem padrão no início do projeto pode significar zero de licença nova. Descobrir isso depois de pronto significa refazer.
Três formas de gastar menos sem perder nada
- Separe quem cria de quem usa. Nem todo usuário precisa de licença Premium. Muitas vezes o app roda com poucos criadores licenciados e um público consumidor que acessa por outro caminho. Desenhar isso antes muda a conta em ordem de grandeza.
- Faça o inventário antes de comprar. É comum encontrar licenças Premium atribuídas a quem saiu da empresa ou nunca abriu o app. Em ambientes que nunca foram revisados, isso costuma ser a primeira economia disponível — e não custa nada além do trabalho de olhar.
- Comece pay-as-you-go quando for IA. No Copilot Studio, o pacote fechado só compensa com uso previsível. Em piloto, o consumo real quase sempre fica abaixo do pacote — e crédito não usado não acumula.
Como estimar o seu caso em cinco minutos
Responda estas quatro perguntas e você já tem uma ordem de grandeza confiável:
- A solução vai ler ou gravar em algum sistema fora do Microsoft 365? Se sim, provavelmente é conector premium.
- Os dados precisam de regra de segurança por registro? Se sim, é Dataverse.
- Alguma etapa precisa rodar sem ninguém logado na máquina? Se sim, é RPA desassistido, cobrado por bot.
- Quantas pessoas criam e quantas apenas usam? Esses dois números raramente são iguais.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Power Apps por mês no Brasil?
O plano Power Apps Premium custa R$ 114,50 por usuário/mês com cobrança anual, dando direito a aplicativos e Power Pages ilimitados, conectores premium e 250 MB de Dataverse. Há uma faixa Enterprise a R$ 68,70 por usuário/mês a partir de 2.000 licenças, negociada com o time comercial da Microsoft. Valores de setembro de 2026, sem impostos.
Dá para usar Power Apps de graça?
Para desenvolver e testar, sim: o Power Apps Developer Plan é gratuito e inclui três ambientes de desenvolvimento e 2 GB de Dataverse, mas não pode ser usado em produção. Em produção, aplicativos simples sobre listas do SharePoint, sem conector premium e sem Dataverse, podem rodar com o que já está incluído no Microsoft 365.
O que é um conector premium e por que ele muda o preço?
Conector premium é a ponte com sistemas fora do Microsoft 365 — SQL Server, Salesforce, SAP, chamadas HTTP e conectores customizados. Assim que um deles entra na solução, todos os usuários que consomem aquele app ou fluxo passam a exigir licença Premium. É o gatilho de custo mais comum e o mais esquecido no desenho inicial.
Qual a diferença entre Power Automate Premium e Process?
O Premium é licenciado por usuário e cobre fluxos de nuvem e RPA assistido, com alguém logado na máquina. O Process é licenciado por bot, a R$ 858,90 por mês, e serve para automação desassistida, em que o robô roda sozinho. Como a cobrança é por bot e não por pessoa, ele compensa em processos de alto volume.
Preciso de licença de Power BI separada?
O Power BI tem licenciamento próprio, fora dos planos de Power Apps e Power Automate. Relatórios em capacidade compartilhada funcionam com licença Pro, que muitas empresas já possuem dentro do pacote Microsoft 365. Capacidade dedicada (Fabric/Premium) só entra em cenários de volume alto ou requisito de performance.
Esses preços incluem impostos?
Não. Os valores publicados pela Microsoft são sem impostos e podem variar conforme contrato, canal de compra, câmbio e acordo corporativo. Empresas com Enterprise Agreement costumam ter condições diferentes das da página pública.
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