Platform Pro
Radar Power Platform Brasil

Radar Power Platform Brasil — edição 2026

O que mais de 80 projetos entregues em 20 empresas brasileiras mostram sobre o que as empresas pedem, quanto tempo leva, o que atrasa e o que sobrevive depois da entrega. Números agregados e anonimizados, da operação real de uma consultoria — não de pesquisa de mercado.

80+ projetos 20 empresas 2018–2026
Falar sobre um projeto

Como ler estes números

Quase tudo o que se publica sobre Power Platform no Brasil vem da Microsoft ou de pesquisa global. Falta o dado de quem implanta: quanto tempo um aplicativo leva de verdade para sair do kickoff ao uso, o que trava um projeto e o que acontece seis meses depois da entrega. Este radar é a leitura agregada da operação da Platform Pro — mais de 80 projetos em 20 empresas, de 2018 a 2026.

Os percentuais são aproximações da operação, não resultado de amostragem estatística, e os prazos são faixas típicas, não garantia contratual. Nenhum cliente é identificável: tudo entra agregado.

O que as empresas realmente pedem

Quando uma empresa procura consultoria de Power Platform, o pedido quase nunca chega com o nome da ferramenta. Chega como processo: uma planilha que não aguenta mais, uma aprovação perdida no e-mail, um relatório montado à mão. Traduzido em entrega, o mix fica assim.

Power Apps — aplicativos corporativos40%
Power Automate — automação de processos30%
Power BI — dados e painéis18%
Copilot e Copilot Studio — agentes e IA12%

O dado que mais muda ano a ano é o último. Copilot e Copilot Studio saíram de curiosidade para 12% das entregas — e quase sempre chegam depois de um projeto de organização de dados, não antes.

Onde o dado mora, e quanto isso custa de licença

A primeira decisão técnica de todo projeto é onde o dado vai ficar. Ela define licença, limite de volume e quão longe a solução vai conseguir crescer.

SharePoint e listas75%
Dataverse25%
28%dos projetos precisaram de licença premium (conector premium ou Dataverse)
45%integraram com ERP ou sistema legado

Vale sublinhar o 28%: em quase três de cada quatro projetos, o que já vinha no Microsoft 365 deu conta. A licença premium não é pré-requisito para começar — é consequência de um requisito específico, normalmente integração ou volume.

Quanto tempo leva de verdade

Faixas típicas do kickoff até o uso real pelas pessoas — não até a demonstração, que acontece bem antes.

2 a 3 semanasaplicativo simples em Power Apps
2 a 4 semanasautomação de um processo
3 a 6 semanaspainel de Power BI com modelo próprio

Esses prazos só se sustentam com escopo fechado e com alguém do lado do cliente disponível para validar. Quando um dos dois falta, o projeto não fica mais lento por causa da tecnologia — fica parado.

O que atrasa projeto não é a tecnologia

30%dos projetos estouraram o prazo inicial

E a causa quase nunca está na plataforma. Em ordem de frequência, o que trava é:

Consequência prática: a parte mais valiosa de um cronograma de Power Platform não é estimar desenvolvimento, é nomear quem libera acesso e quem homologa, com data.

O que a Power Platform substituiu

Planilha compartilhada60%
E-mail usado como processo25%

Seis em cada dez projetos nasceram de uma planilha que virou sistema sem querer — normalmente com várias pessoas editando, histórico perdido e uma pessoa que é a única que entende as fórmulas. O resto se divide entre processo que vivia no e-mail, formulário em papel e sistema legado que ninguém quer mais manter.

O que acontece depois da entrega

Este é o bloco que quase ninguém publica, porque é onde a maioria dos projetos de low-code falha no mercado: entregar é fácil, continuar em uso é que é difícil.

95%dos aplicativos continuavam em uso depois de 6 meses
50%dos clientes voltaram para um segundo projeto
35%contrataram sustentação mensal

O que separa os que seguem em uso dos que morrem é consistente: homologação feita por quem usa (não por quem contratou), treinamento curto no momento da virada e um dono nomeado do lado do cliente.

O ambiente que a gente encontra — o dado mais surpreendente

85%dos clientes já tinham Power Platform rodando no ambiente antes do primeiro projeto conosco
25%desses tinham alguma política de DLP configurada

Este par de números resume o estágio do mercado brasileiro melhor que qualquer outro deste radar. O problema das empresas já não é adotar Power Platform — ela chegou junto com o Microsoft 365 e alguém já construiu alguma coisa. O problema é que cresceu sem regra: aplicativo sem dono, fluxo rodando na conta de quem saiu da empresa, conector liberado para qualquer destino.

Na prática, boa parte do trabalho de consultoria hoje não começa numa tela em branco. Começa inventariando o que já existe, descobrindo quem é dono do quê e decidindo o que vale manter. E é também por isso que projeto de Copilot costuma esbarrar em permissão antes de esbarrar em IA.

Metodologia e como citar

Base
Mais de 80 projetos entregues pela Platform Pro em 20 empresas brasileiras, 8 setores, entre 2018 e 2026.
Natureza dos números
Percentuais são aproximações da operação, não resultado de amostragem probabilística. Prazos são faixas típicas observadas, medidas do kickoff ao uso em produção.
Anonimização
Nenhum cliente, sistema ou dado de cliente é identificável. Todos os números são agregados.
Limitações
A base reflete o perfil de clientes de uma consultoria com atuação concentrada em médias e grandes empresas no Sudeste. Não representa o mercado brasileiro como um todo.
Como citar
Platform Pro. Radar Power Platform Brasil — edição 2026. Disponível em https://platformpro.com.br/guias/radar-power-platform-brasil-2026
Atualização
Edição anual. Esta é a primeira.

Jornalista, analista ou pesquisador querendo o recorte por setor ou por porte: escreva para lucas.simoes@platformpro.com.br.

Seu ambiente se parece com os 85%?

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