A gente constrói o aplicativo que substitui a planilha compartilhada, o formulário em PDF e o processo que hoje mora na caixa de e-mail de alguém — com regra, permissão e histórico de quem fez o quê.
A empresa já tem ERP. Já tem Microsoft 365. Mesmo assim, o pedido de compra anda por e-mail, a inspeção de recebimento é preenchida em papel e digitada depois, o apontamento de produção vira planilha no fim do turno e o controle de obra mora num arquivo que só uma pessoa sabe atualizar.
Isso acontece porque o ERP cobre o processo oficial, e a operação real tem dezenas de processos que ficaram de fora: pequenos demais para virar módulo, críticos demais para não existir. É exatamente esse vão que o Power Apps preenche — e é por isso que ele costuma dar retorno rápido, sem projeto de ERP de dois anos.
Quando um desses processos vira aplicativo, três coisas mudam de uma vez: o dado nasce estruturado em vez de nascer em texto livre, a regra passa a ser do sistema e não da memória de quem está de plantão, e o histórico fica registrado — quem aprovou, quando e com qual informação na tela.
Abaixo, um app de controle de estoque e inventário cíclico: leitura do endereço, contagem física contra o saldo do sistema, divergência que exige motivo antes do ajuste e item abaixo do mínimo virando requisição de compra sozinho.
Aplicativo de demonstração com dados de exemplo — construído em Power Apps sobre Dataverse.
Essa é a parte que costuma faltar em site de consultoria. Low-code não serve para tudo, e dizer isso antes de vender economiza dinheiro dos dois lados.
Se o seu caso cair na coluna da direita, a gente fala isso no diagnóstico. Já aconteceu de recomendarmos resolver com configuração do próprio ERP e não vender projeto nenhum.
Aplicativo não é só tela. O que separa um app que sobrevive de um que vira abandonware em seis meses está quase todo fora da parte visual.
| Camada | O que fazemos |
|---|---|
| Modelo de dados | Tabelas, relacionamentos e tipos definidos antes da primeira tela. É o que permite relatório confiável depois — e o que ninguém consegue consertar barato se nascer errado. |
| Telas e navegação | Desenhadas para o fluxo real de quem usa: o campo que a pessoa preenche primeiro aparece primeiro, e o que o sistema pode calcular, o sistema calcula. |
| Regras de negócio | Alçada, limite, campo obrigatório condicional, bloqueio de lançamento fora do padrão. A regra fica no app, não no treinamento. |
| Integrações | ERP, SharePoint, Dataverse, SQL, e-mail, Teams e, quando faz sentido, leitura de código de barras e assinatura em tela. |
| Permissões | Quem vê o quê, por área, por unidade, por papel — usando os grupos que já existem no Entra ID, sem criar cadastro de usuário paralelo. |
| Auditoria | Quem criou, quem alterou, quem aprovou e quando. Em processo que envolve dinheiro ou segurança, isso não é luxo. |
| Ambientes | Desenvolvimento separado de produção, com solução empacotada. É o que permite corrigir sem derrubar quem está usando. |
| Documentação e treino | Modelo de dados documentado e sessão de treinamento gravada com o time que vai operar. |
São três formas de construir no Power Apps, e a escolha muda custo e manutenção.
| Tipo | Quando usar | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Canvas | Quando a experiência importa: uso em campo, celular, poucas telas e muito fluxo guiado. Dá controle total do layout. | Tela a tela é construído à mão, então muitas telas custam mais caro de manter. |
| Model-driven | Quando o app é orientado a dados: muitos cadastros, listas, filtros, visões por perfil. A interface vem pronta do modelo. | Exige Dataverse, e portanto licença premium. Em compensação, escala sem retrabalho. |
| Dentro do Teams | Quando o público já vive no Teams e o processo é leve — solicitação, aprovação rápida, consulta. | Ótimo para adoção; limitado quando o app cresce e precisa de integração pesada. |
Na prática, boa parte dos projetos mistura: um app canvas para quem está em campo e um model-driven para quem administra o processo no escritório, os dois sobre a mesma base.
Essa é a dúvida que mais aparece, e a que mais gera surpresa depois. Em linhas gerais:
| Cenário | Licença |
|---|---|
| App com dados em SharePoint, Excel do OneDrive, Outlook, Teams, Planner | Incluído no Microsoft 365 Business / E3 / E5 que a empresa já tem |
| App com Dataverse ou conector premium (SQL, Oracle, SAP, HTTP, Azure) | Power Apps Premium por usuário, ou plano por aplicativo |
| App usado por gente de fora da empresa | Modelo de capacidade (pay-as-you-go) ou portal, conforme o caso |
O desenho da solução muda o custo de licença, e quase sempre existe mais de um caminho tecnicamente válido. A gente compara os caminhos com você antes de construir, com a conta de três anos na mesa — não só a do primeiro mês.
Uma conversa de 30 a 45 minutos para entender o processo, quem usa, onde o dado está hoje e o que não pode falhar. Sai dali um escopo com prazo e investimento, ou a recomendação de não fazer.
Modelo de dados, telas principais, regras e integrações definidos e aprovados por você antes de começar a construir. É mais barato mudar aqui do que depois.
Entregas parciais a cada uma ou duas semanas, com o time de vocês vendo e usando. Nada de sumir por dois meses e reaparecer com um app que ninguém reconhece.
Teste com usuário real, com dado real, antes de virar. É aqui que aparecem as exceções que ninguém lembrou de contar.
Publicação em produção, permissões ligadas, treinamento gravado e documentação entregue.
Fila de ajustes e evolução mensal, com SLA combinado. Ou treinamento do time interno para assumir, se você preferir.
Não existe tabela única, e desconfie de quem dá preço antes de saber o que o app precisa fazer. O que move o valor de um projeto de Power Apps é:
No diagnóstico você recebe a faixa de investimento do seu caso, por escrito, com o que está dentro e o que está fora do escopo.
Nem sempre. Se a sua empresa já tem Microsoft 365 Business ou E3/E5, o uso do Power Apps com dados que moram no SharePoint, no Excel do OneDrive, no Outlook ou no próprio Teams já está incluído. A licença separada (Power Apps Premium) só entra quando o app precisa de Dataverse ou de conector premium, como SQL Server, Oracle, SAP ou um ERP via HTTP. No diagnóstico a gente mapeia isso antes de desenhar o app, justamente para você não descobrir o custo depois.
Um aplicativo de processo único, com uma tela de lançamento, aprovação e consulta, costuma ficar pronto em 2 a 4 semanas. Aplicativos com várias áreas envolvidas, integração com ERP e regra de alçada ficam entre 6 e 12 semanas. O que mais atrasa projeto não é desenvolvimento: é regra de negócio que ninguém tinha escrito e precisa ser decidida no meio do caminho.
Funciona, e esse costuma ser o motivo de existir: quem aponta produção, faz inspeção ou lança medição está em pé, não sentado. A gente decide tela a tela o que faz sentido no celular e o que fica melhor no navegador — tabela grande com muitas colunas, por exemplo, é sofrimento no telefone.
Dentro do tenant da sua empresa: SharePoint, Dataverse ou o banco que vocês já usam. A Platform Pro não hospeda dado de cliente em ambiente próprio e não cria base paralela. Nossos acessos são nominais e você revoga quando quiser, inclusive no fim do projeto.
Esse é o risco real do low-code mal feito. Por isso entregamos com documentação do modelo de dados, ambiente separado de desenvolvimento e produção, e solução empacotada — não um app solto criado no ambiente pessoal de alguém. Se amanhã você trocar de fornecedor, o próximo consegue continuar.
Na maioria dos casos sim: por API, por banco, por arquivo ou por uma camada intermediária quando o ERP é fechado. O que define o caminho é o que o fabricante do ERP libera. A gente levanta isso no diagnóstico, porque integração é onde projeto de low-code costuma travar quando foi prometido sem checar.
Os dois. Tem cliente que quer o app entregue e assume dali em diante — e nesse caso a gente treina o time interno. Tem cliente que prefere sustentação mensal, com fila de ajustes e evolução. A segunda opção costuma ser mais barata que contratar alguém dedicado quando o volume de mudança é baixo.
Traga esse caso para a conversa de 30 minutos. Saímos dela com uma ordem de grandeza de prazo e de investimento — sem custo e sem compromisso.
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